Opinião: Luís Maia | A MUSICOTERAPIA COMO TERAPÊUTICA COADJUVANTE DA REABILITAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA NA DOENÇA DE ALZHEIMER
Por Jornal Fórum
Publicado em 27/08/2026 09:00
Opinião

                                               AUTOR:

Luis Maia – Professor Universitário Doutorado na Universidade de Salamanca, Professor na UBI

 

                         A MÚSICA ENQUANTO TERAPIA

O sistema nervoso central tem uma aptidão de modificar sua organização em curso de suas provas, ou seja, isto é determinado como neuro plasticidade ou plasticidade neural. Certas investigações narram a ativação cortical durante o processamento auditivo da música, e espelha as vivências peculiares aglomeradas ao longo do tempo. Similarmente as práticas de neuroimagem possibilitam a documentação das modificações plásticas no cérebro humano encadeadas `prática musical, ou seja, o cérebro, não só, ao processar os acordes musicais é alterado pelos mesmos.

Neste entretanto, a Musicoterapia explica-se de maneira que se percebe que uma aproveitação profissional da música, bem como de seus elementos e constituintes como uma configuração de intervenção em ocasiões médicas, educativas e sociais, em beneficiários, associações ou coletividades, que procuram aperfeiçoar sua propriedade de vida e o seu bem-estar físico, social, comunicativo, emocional, intelectual e espiritual. As investigações, a práxis, a civilidade e a educação clínica em musicoterapia são fundamentadas em normas profissionais estandardizadas conforme as suas conjunturas políticas, sociais e culturais.

Algumas terapias não farmacológicas como psicoeducação, psicoterapia, terapia ocupacional, musicoterapia, são igualmente aconselhadas pelos médicos. Certos ensaios demonstram um melhoramento considerável nos tratos de utentes com DA, que são ajudados com musicoterapia. A musicoterapia apare proceder como um exercício compensatório no método de reabilitação neuropsicológica, ou seja, exprime poder-se reconhecer aptidões ou exercícios restantes dos usuários, e com isso, laborar para o progresso de outras capacidades que consigam contrapesar o deficit.

A musicoterapia neurológica, remete a área de atuação da musicoterapia, pois ocupar-se-á visando despertar modificações nos âmbitos cognitivos, motores e de linguagem, após o surgimento da doença neurológica, baseando-se no protótipo neurocientífico e no entendimento e produção musical - a música consegue agir em áreas não musicais do cérebro e na utilização da música como procedimento terapêutico. A música como intrincado processo multissensorial, na situação curativa, pode executar relevante representação de reabilitação cognitiva funcional e eficaz.

 

         MÚSICA, MEMÓRIA, EMOÇÃO E REABLITAÇÃO

 

A Reabilitação cognitiva da memória é direcionada sempre que tem um malefício neurológico ou doença que descontinua ou inviabiliza a ativação mnemônica, querendo dizer que, a música possibilita o encargo de um papel característico na recapacitação da memória. A memória pode ter a sua categorização em distintos géneros, tais como; memória de trabalho, memória semântica, memória episódica, sistema de representação percetual, memória processual e prospetiva.

Nesta conjetura, quaisquer investigações explicam que a música pode auxiliar como proteção da memória, para simplificar a aprendizagem e ativar as memórias de conhecimento. As estruturas passageiras são muito ampliadas com tais incitamentos, seja como a música o canto e a rima, querendo dizer que, isso conseguiria ajudar a procedimentos em tais zonas corticais.

A entre música e emoção é ativada pela memória de experiências afetivas relacionadas com alguma canção significativas na história de vida do utente. Ou seja, fragmentos de melodia podem convocar uma série de recordações no tocante a letra da canção. O contento emocional de uma melodia pode ser processado imediatamente tendo em vista que as memórias insistem quando são carregadas de significado pessoal.

Pesquisas com usuários portadores de lesão cerebral demonstram que quaisquer zonas do encéfalo estão unidas na regulamentação da memória, transversalmente aos exames de neuroimagem, tendo uma investigação nova concretizada com portadores de Alzheimer deparou-se com provas de que a memória musical é organizada em um sistema neurológico particular, autónomo de outros sistemas de memória. Tais considerações poderiam esclarecer a imprevista proteção da memória musical nesta doença neurodegenerativa.

A musicoterapia neurológica tem apresentado enormes efeitos em enfermidades como a Doença de Alzheimer e a recapacitação da memória pode auxiliar os sujeitos com demência a relembrar e tornar-se atento, e relembrar mais informes. A musicoterapia igualmente pode ser utlizada em indivíduos que não possuam a alienação de maneira que um fortalecimento dessa aptidão, suportando em ponderação que prestasse ser igualmente pesquisado esse tópico.

 

                              CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Abreviando, e conduzindo à ponderação o atual ensaio arriba supramencionado, compreende-se que a recapacitação neuropsicológica\cognitiva pode ser executada de distintas formas com distintos usuários em variadas dimensões, bem como a regeneração é um método que não circunda simplesmente o utente, mas sim qualquer conjuntura de vida, transferindo um ligação bio-pisco-social para este método de recapacitação.

Análises sobre a enfermidade de alzheimer até agora não atestaram qualquer tratamento para a mesma, todavia certas pesquisas prosseguem muito nesse campo, como por exemplo a génese de irisina através da prática física, ou pesquisas sobre o processamento de comunicação musical e a emoção, são investigações importantes para a neuropsicologia e para toda a coletividade científica.

Conclui-se que a música tem uma enorme interdependência com a DA bem como com a recapacitação e a exclusiva instigação neuropsicológica, e ensaios apontam um enorme melhoramento na qualidade de vida desses indivíduos que aderem ao procedimento musicoterápico, todavia são necessárias melhores pesquisas nesse campo científico para cada vez mais se obter enormes adiantamentos no procedimento terapêutico, no procedimento e concludentemente na qualidade de vida das pessoas.

 

Para contactar o autor desta crónica, seguem os dados necessários:

- Página web de Luis Maia: www.luismaiapsicologia.com

 - Email:  luismaia.gabinete@gmail.com

- Cédula Profissional da Ordem dos Psicólogos, n.º 102

- Professor Doutorado – Universidade da Beira Interior

- Neuropsicólogo Clínico, Doutoramento (USAL - Espanha)

- Especialista Médico Jurídico - Pós-Doutoramento (Instituto de Medicina Abel Salazar - Porto, Portugal)

- Licenciatura em Neuropsicologia Clínica (USAL - Espanha)

- Licenciatura em Proficiência Investigativa em Psicobiologia (USAL - Espanha)

- Licenciatura em Psicologia Clínica e da Saúde (Universidade de Minho - Portugal)  

- Perfil completo no CV- ORCID - https://orcid.org/0009-0008-0241-799X

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