Opinião: António José da Silva | Quo Vadis, Sporting da Covilhã?
Por Jornal Fórum
Publicado em 18/06/2026 14:35
Opinião

(Entre a tradição a necessidade de investimento...e os desafios do futebol moderno, o futuro do Sporting da Covilhã, exige, união e visão estratégica):

1)

A recente Assembleia Geral do Sporting da Covilhã deixou no ar questões importantes sobre o presente e, sobretudo, sobre o futuro do clube serrano.

Um associado apresentou aos sócios uma proposta de constituição de SAD, sustentando que o respetivo clausulado permitiria a entrada de muitos milhões de euros no clube. Porém, face às condições expostas, entendeu-se que tal solução não estaria na "Ordem do Dia" e até poderia condicionar o trabalho da recém-eleita Comissão Administrativa, impedindo-a de cumprir plenamente a sua honrosa e meritória missão até ao aparecimento de uma verdadeira Direção, legitimada pelos sócios e preparada para assumir os destinos da instituição.

Após alguns momentos de tensão, considerandos e impropérios que pouco acrescentaram ao debate, o essencial acabou por ser afirmado pelo Associado: Existiria tornar o Clube Profissional a possibilidade de fazer entrar no Sporting da Covilhã um volume significativo de investimento (de milhões, oriundo de Investidores já assumidos.

2)

Por outro lado, o benemérito Paulo da Cunha Ribeiro avançou com uma proposta alternativa: a constituição de uma Comissão de Gestão com mandato de um ano, salvaguardando as reservas anteriormente levantadas. Apresentou uma equipa para esse efeito e a proposta foi sufragada pelos sócios com uma expressiva maioria.

Contudo, permanece a grande questão: será possível, em circunstâncias normais, devolver o Sporting da Covilhã aos patamares competitivos que a sua história exige sem um orçamento próximo, ou superior, a um milhão de euros? O regresso à 2.ª Liga representaria não apenas mais receitas e apoios, mas também um renovado entusiasmo, maior visibilidade e uma dinâmica desportiva e institucional muito diferente.

Sem pretensões de futurologia, parece legítimo admitir que a constituição de uma SAD acabará, mais cedo ou mais tarde, por se tornar uma realidade. O futebol moderno vive de exigências financeiras cada vez maiores e o romantismo que outrora caracterizava os clubes portugueses foi cedendo terreno à necessidade de profissionalização e investimento.

Mas nenhuma solução financeira, por mais atrativa que seja, substituirá um fator essencial: a união. Sem uma mobilização firme, leal e inquebrantável dos sócios, dos adeptos, dos empresários e de todos aqueles que amam o Sporting da Covilhã, qualquer projeto enfrentará enormes dificuldades.

Falamos de um dos clubes mais prestigiados de Portugal, uma instituição centenária que representa a cidade, a região e gerações de covilhanenses.

Por isso, mais do que nunca, impõe-se um apelo simples e sincero:

Covilhanenses que amam o Sporting da Covilhã, uni-vos!

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