Uma delegação da organização regional de Castelo Branco do PCP, recebeu no passado dia 8 de Maio, dirigentes da Move Beiras, associação que tem desenvolvido, desde 2022, data da sua fundação, um trabalho meritório na defesa e promoção do comboio, em particular nas linhas ferroviárias da Beira Baixa e da Beira Alta, bem como a valorização das pessoas e do património desta vasta região.
"Como não poderia deixar de ser, um dos principais temas abordados foi a interrupção da circulação na linha da beira baixa, desde Fevereiro deste ano, atingida pelas intempéries que assolaram a região, mas também pelo desinvestimento que se tem registado ao longo dos últimos anos, situação que prejudica gravemente a população, os trabalhadores, e contribui para agravar ainda mais os enormes problemas de mobilidade existentes nesta área do país#, refere o partido em comunicado.
"Como foi salientado pela Move Beiras, mesmo com todas as dificuldades, dois milhões de passageiros utilizaram a Linha da Beira Baixa em 2025, o que reflete a sua importância e necessidade. Todavia, a LBB ficou praticamente de fora do Plano Nacional Ferroviário; a ligação direta a Coimbra não existe, tal como a ligação internacional. Também o projeto piloto de “metro de superfície”, entre Covilhã e Fundão, não sai do papel", diz.
Os transbordos via autocarro, implementados um mês depois, como “solução de substituição” é, como salientou a Move Beiras, insuficiente, discriminatória e fica muito aquém do que seria necessário.
"Menos comboios, menos horários, mais atrasos, afastam pessoas e o seu regresso ao comboio será tanto mais difícil quanto mais tempo durar a reposição completa da circulação. É por isso altamente preocupante que a conclusão prevista das obras seja atirada para o final do ano, e quando, no terreno, o que se sabe é que as mesmas ainda mal começaram", referem.
Partilhando as preocupações manifestadas pela Move Beiras, o PCP "já questionou o governo sobre esta matéria, aguardando resposta às perguntas efetuadas em Março passado, e reafirma que continuará a desenvolver todas as iniciativas com o objetivo de pressionar o governo, a IP e a CP para a rápida resolução deste grave problema que atinge a região e as populações".