Ler poesia é
Depositar na palavra confusa do poeta, o sentimento, a dor
Sentir com ardor, imprimir todo o amor
em cada verso, em cada palavra questionada
ao vento por uma resposta sem alento nem lamento.
Permitir que o coração ilumine a escuridão de uma estrofe
sem luz, emaranhada numa teia de rancor em busca de
horizonte, de realidade produzida numa outra dimensão:
a da imaginação com sabor a palavra em declamação.
Acreditar na palavra sentida do poeta, voar nas asas do condor
Cantar as rimas com sabor de uma canção a ritmo encantador
Reviver memórias vividas de rapaz a homem capaz de transformar
os seus fantasmas em rimas trocadas por sílabas de amor.
Sentir o diferente em cada amado presente, vivido com emoção
procurando sem medo o refúgio, outrora habitado por fantasmas
hoje, procurado por novos horizontes abertos à vida de novos mundos
sem barreiras, fronteiras ou rasteiras.
Escrever cartas de amor, sem data d’envio, sem retorno, sem resposta
Apenas pensar que o sentimento descrito, envolve o profundo viver
em alegria ou tristeza do poeta na arte de bem escrever o que sente.
Alunos envolvidos da turma do 10º C
Beatriz Ferreira Bruna Oliveira Bruno Santos Daniel Oliveira Diogo Fernandes Duarte Caetano Henrique Dâmaso Francisca Ribeiro Inês Araújo Inês Gonçalves Inês Vaz Israel Samba João Brás João Louro Joana Garcia Lara Cariano Luísa Pinto Mafalda Rodrigues Mariana Baía Mariana Cutelo Mariana Gavinhos Miguel Agostinho Pedro Silva Rafael Justino Rita Fidalgo Rita Silva Tomás Silva.
LÊ-ME!
Lê-me o rosto, num oposto
Lê-me a capa sem data
Lê-me os lábios sem plágios
Lê-me a folha, tira a rolha
Liberta-te da venda e sem
Qualquer contenda
Leva e LÊ-ME!
Sem medo ou receio
Com todo o anseio, sou teu, tua
Nua, veste-me de nomes, adjetivos
Diminutivos, conjuntivos em verbos
Advérbios e transforma a palavra
Solta em frase, catarse!
E constrói o LIVRO, com sabor doce
Unta o meu corpo num expressivo
Linguajar, marca a página do nosso
Encontro num futuro a combinar!
Leva e LÊ-ME!
Maria Fael