No âmbito da 4ª Reunião Ibérica da Aliança Territorial Europeia, realizada hoje, dia 13 de abril, no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Castelo Branco, a Presidente da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, Elza Gonçalves, reiterou a urgência absoluta da construção dos 72 quilómetros em falta do IC31 em perfil de autoestrada, ligando Alcains (A23) às Termas de Monfortinho, no concelho de Idanha-a-Nova. Para dar força a esta reivindicação histórica, a autarca idanhense anunciou uma grande mobilização cidadã na fronteira para o próximo mês de maio.
Durante a sua intervenção, Elza Gonçalves sublinhou que a implementação desta infraestrutura não é um privilégio, mas uma questão de justiça e coesão territorial. “Reunimo-nos hoje para falar de futuro, mas também de respeito por um território e por um povo que nunca desistiu”, afirmou a Presidente da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova. “Quando falamos do IC31, não falamos apenas de uma estrada. Estamos a falar da possibilidade de reescrever o posicionamento da região no mapa, não como periferia, mas como centro”, destacou Elza Gonçalves.
A Presidente da Autarquia realçou que a centralidade geográfica de Idanha-a-Nova deve ser acompanhada de uma centralidade de investimento. “A moeda que utilizamos aqui, junto à fronteira, é exatamente a mesma que se utiliza em Lisboa ou Madrid. Pagamos os mesmos impostos e cumprimos as mesmas obrigações. O que exigimos é equidade. Viver no interior não pode significar ter menos oportunidades”, disse.
Com um investimento previsto superior a 230 milhões de euros, o IC31 é encarado como o “fator determinante para a quebra definitiva do isolamento”. De acordo com Elza Gonçalves, esta via rodoviária irá permitir que as empresas locais coloquem os seus produtos a uma distância competitiva da Europa e ajudará a fixar talento no território. “Queremos que os nossos jovens possam ficar, não por falta de opção, mas por escolha. Queremos que quem saiu possa regressar e que quem nunca cá viveu olhe para Idanha-a-Nova como um lugar de oportunidade”, declarou.
A autarca lembrou ainda que Idanha-a-Nova tem sido um exemplo de resiliência, mas que as acessibilidades são um desafio que o concelho não consegue ultrapassar sozinho. “O IC31 abre portas para mais investimento, mais turismo e mais qualidade de vida. É um projeto de futuro que se constrói com a nossa voz”.
Como parte do plano de ação aprovado para 2026, foi convocada uma manifestação de mobilização cidadã para dia 20 de maio de 2026. O protesto terá lugar na Ponte Internacional de Monfortinho (Espaço de Portugal), entre as 18h30 e as 19h30 (hora portuguesa), unindo autarcas, agentes económicos e populações de ambos os lados do território da raia numa voz única. Esta iniciativa surge em paralelo com uma agenda de reuniões estratégicas com os Grupos Parlamentares na Assembleia da República, em Lisboa, e na Assembleia da Extremadura, em Mérida, visando garantir que o IC31 seja assumido como prioridade absoluta nas agendas governamentais de Portugal e Espanha.