Opinião: Luís Maia | A coragem de ser anormal
Por Jornal Fórum
Publicado em 11/09/2026 00:31
Opinião

Querdi@s amig@s

Hoje gostaria de partilhar convosco algo que é muito peculiar para mim.

Se pararmos um pouco para pensar, rapidamente chegaremos à conclusão de que a maioria das pessoas se contenta em ser normal. Ou seja, em enquadrar-se nas normas estabelecidas naturalmente por qualquer sociedade.

Eu tenho algo a confessar. Eu não quero, intencionalmente (!) ser normal. Pois que, ser normal, indo à raiz do significado derivado da sua origem no latim, significa, não mais que ser “parte da ordem natural das coisas!”

Eu não andei dezenas de anos a alcançar vários títulos sofrendo sangue, suor e lágrimas, para ser apenas mais um docente universitário ou um simples psicólogo, cuja escolha pelo meu serviço seja indiferente para o utente.

Eu adoro que me considerem anormal, no sentido positivo da palavra.

É porque sou anormal, creep, weirdo, enfim, diferente, que primo por estar preparado para atender virtualmente quase todos os utentes que me procuraram.

Comecei a pensar assim quando li e adorei, porque me fez todo o sentido, o livro (pequeno) de Richard Bach, de seu nome: Fernão Capelo Gaivota. No livro conta-se a história de Fernão Capelo Gaivota que já estava cansado, desiludido e frustrado em continuar a fazer aquilo que as outras gaivotas normais faziam que era, passar o dia entre repousar nas areias da praia e apenas voar quando se aproximavam as traineiras ou outras embarcações que vinha abastecer as lotas com muito peixe. Quem já assistiu ao descarregar para a lota sabe que muitos peixes acabam por cair à água, e as gaivotas aproveitam para fazer um mergulho picado na esperança de poder pescar tantos peixes quantos forem necessários para ficarem mais que saciadas… quando isso acontece, voam apenas o indispensável para voltar para a praia, e ficam à espera ou de ter fome e esperar que venha uma nova embarcação descarregar peixe, ou passar fome pois aquele dia não é propício à navegação; as barras estão fechadas, por isso os barcos nem sequer se fazem ao mar e ali ficam pasmadas as gaivotas, à espera que passe a respetiva intempérie e volte a haver pesca. E o ciclo repetia-se sem que as gaivotas conhecessem outra forma de o que fazer para alcançarem outros níveis de autorrealização.

Fernão Capelo Gaivota sabia que isso não lhe chegava. E por isso experimentou várias coisas, até que percebeu que adorava voar, não apenas para ir pescar peixes, mas para poder explorar outras dimensões, conhecer novas terras e novas realidades, como voava mais alto, cada vez mais e por mais tempo, daí nasceu a expressão que algumas pessoas usam adequadamente, mas não sabem o porquê da sua origem: a expressão é: “Gaivota que voa mais alto, é gaivota que vê mais longe!”

Mas para que isso aconteça, voltando a nós humanos, é necessário sentir a necessidade de se sentir diferente, de não se contentar com o básico, de almejar, alcançar níveis de auto realização suficientes para que se possa encarar a vida de um prisma diferente. Não quero dizer com isso que devemos ser altaneiros, presunçosos e arrogantes. Normalmente, quando a pessoa se permite voltar mais alto na sua vida, obtém como consequência mais conhecimento acerca da vida. E se esse conhecimento for utilizado de uma forma humilde, terra-a-terra, deixando de se preocupar com o que é insignificante, pois a norma é por mais que nos preocupemos com uma coisa essa coisa acaba por não acontecer… e mesmo que aconteça é sempre numa proporção muito inferior do que aquilo que temíamos.

Pensemos por exemplo na Oração da Serenidade (de São Francisco de Assis). Nota: quem não acreditar em Deus ou mesmo em Cristo, nem como figura histórica que pode ser tomado como um exemplo de filosofia de vida, experimente proferir estas sentenças utilizando ou invocando o nome de quem seja mesmo muito relevante na sua vida. Por exemplo no meu caso, como sou crente com prática semanal a uma qualquer igreja cristã (é indiferente se é adventista, católica, ou outra…), invoco Deus ou Cristo.

Mas imaginemos que, por exemplo imaginemos que eu quero invocar o nome da minha filha. Então pelo menos basta uma vez, ao levantar e ao deitar proferir mentalmente as seguintes sentenças.

Pela Daniela vou fazer o esforço de, nos momentos de maior agrura e adversidades pensar em:

1 – “Daniela, dá-me coragem para enfrentar as adversidades que eu sinto que basta fazer um esforço, pois consigo ultrapassar as agruras e fazer o que tem de ser feito!

2 – Daniela, dá-me também serenidade para aceitar e resignar-me, ficando em paz, se considero que este não é o momento certo para tentar fazer o que tenho de fazer

E por fim…

3 – Daniela, dá ao teu pai a sabedoria pra distinguir uma das outras!”

 

Eu primo por trabalhar de entre várias técnicas, esta, que qualquer um dos leitores pode utilizar. Se não acredita numa qualquer divindade, faço-o invocando a sua pessoa ou uma pessoa que certamente ama verdadeiramente!

Posso assegurar que resulta com a maioria dos meus utentes, pois passa a saber distinguir se vale a pena lutar para fazer o que tem mesmo que ser feito, enchendo-se de coragem pra tal, ou pelo contrário ter a serenidade de perceber que infelizmente aquele não é o momento para lutar contra sua natureza, e o melhor que tem a fazer, talvez seja aceitar (como diz o provo “aceita que dói menos!) e resignar-se, no sentido positivo da palavra, uma vez que que as pessoas esquecem que as palavras têm vários sinónimos – e tendem a considerar a palavra resignar como um sinal de fraqueza; esquecendo que resignar também pode representar o ato de aceitar que aquele não é o momento para estar a esforçar-se, que o melhor que tem a fazer é entregar a uma qualquer entidade em que acredite, nem que seja a si ou aos que mais ama, e ser humilde, repito ser humilde de propósito, pois já cansa de lidar com pessoas que acham que não devem expressar as suas expressões em público, quanto mais fraquejar, chorar, emocionar-se, comover-se, etc.

Como sou Português e tenho muito orgulho disso, a vida encarregou os meus pais de nos proporcionar conhecer outras realizadas, fazer como fez Fernão Capelo Gaivota, experimentar outras realidades, voar mais alto, e por conseguinte, ver mais longe que o normal das pessoas. Tomando o meu caso, para não estar a expor outras pessoas desnecessariamente, eu nasci em França, aos 2 anos vim para Portugal, aos 6 anos fui para o Brail (RJ) onde consolidei as bases da minha personalidade Brasileira, voltei para Portugal tive a oportunidade de concorrer sempre a entrar em escolas superioras publicas que me permitiu consolidar conhecimento a cerca da forma de ser e lidar como um Brasileiro, passei suficientemente tempo (dois anos) em Espanha, fora as regulaes que ainda hoje faço como Professor Doutorado Convidado a Cabo verde, enfim.  Confesso que no início, para quem aceitar a sugestão, como aceitei os desafios, aqui deixo a minha visão de forma mui humilde, no início vai causar uma sensação de não pertença, de deslocamento, de se sentir estranho… todavia com o tempo, se persistirem, vão explorar novas realidades, novos mundos, conhecer novas pessoas, aprender novas línguas, entre tantas coisas mais meu Deus!

Por isso é com muito orgulho que me apresento ao mundo como um Creep. Faço por isso todo santo dia. E o resultado tem sido sentir-me cada vez mais livre, empoderado, seguro, sem medos das ameaças, preparado para enfrentar os problemas que todos temos, ETC. E faço questão, quando o utente aceita continuar o processo terapêutico, depois de eu explicar que do ponto de vista clínico já não identifico qualquer sintomatologia clínica significativa, mas que seria bom exploramos aquilo que a psicologia tem para oferecer numa perspetiva desenvolvimental, para que também o utente possa alcançar voos mais altos, e por conseguinte ver mais longe, e para terminar ter uma visão mais divergente acerca do mundo (podendo considerar de entra as múltiplas realidades que conhece, a que melhor se aplicará em cada caso), e não a contentar-se com uma perspetiva (que representa que o utente apenas se interessa em saber o básico para aligeirar os problemas).

Qualquer psicólogo com experiência pode vos ajudar nessa perspetiva; não estando assim a fazer publicidade dos meus serviços. Estou sim a reforçar a importância que se houve muitas vezes o povo falar: “Todas as pessoas deveriam consultar um psicólogo, nem que posse pontualmente, pois isso ajudaria a ter uma perspetiva diferente acerca da vida

Termino pondo-me ao vosso dispor para graciosamente, me encontrar em local público a combinar que seja equidistante para ambos podermos tomar um café ou uma bebida fresca e aproveitarmos aprofundar este tema que aqui apenas toquei ao de leve.

Para qualquer esclarecimento acerca deste tema por favor sintam-se à vontade em ligar para os números 914868182 ou 969997230

Email: luismaia.gabinete@gmail.com

Ou também vos convido, muito humildemente, a perderem um pouquinho de tempo seguindo os seguintes passos:

1-      Convido-vos a consultarem a nova versão atualizada da minha página profissional (de autoria do querido amigo Sr Engenheiro Paulinho Santos) no link: www.luismaiapsicologia.com,

2-      No ícone “Avaliações” – Link: https://luismaiapsicologia.com/avaliacoes/ - “O que dizem sobre o gabinete” no link denominado “Ver todas as avaliações no Google) Link: https://www.google.com/.../Gabinete+de+Psicologia+e...

3-      E ainda o link para quem conhecer o meu trabalho ou tenha uma opinião formada a partir da leitura das críticas já feitas, poder categorizar o trabalho prestado ou pelo menos tecer uma opinião sobre a página. É muito importante para a minha automonitorização. Para tal, vêr link: https://www.google.com/search?hl=pt-PT&gl=pt&q=Gabinete+de+Psicologia+e+Neurospicologia+Professor+Doutor+Luis+Maia,+R.+Mateus+Fernandes+135+1%C2%BA+B,+6200-007+Covilh%C3%A3&ludocid=4499005321742732385&lsig=AB86z5WNKrQQQOkO9DPSyei9v4r4#lrd=0x65a3d7496839a1c1:0x3e6fad80dd114c61,3

4-      O Site tem a particularidade de permitir que as pessoas classifiquem e comentem de forma anónima, por forma a que nem eu saiba quem se expressou, respeitando assim o Regulamento Geral de Proteção de Dados (vulgo "RGPD") Muito obrigado God bless you!

Luis Maia, PhD

Professor - Beira Interior University

Clinical Neuropsychologist, PhD (USAL - Spain)

Neuroscientist, MsC (Medicine School of Lisbon - Portugal)

Medico Legal Specialist (Medicine Institute Abel Salazar - Oporto, Portugal)

Graduation in Clinical Neuropsychology (USAL - Spain)

Graduation in Investigative Proficiency on Psychobiology (USAL - Spain)

Clinical Psychologist (Minho University - Portugal)

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