Na reunião pública da Câmara Municipal da Covilhã, realizada no dia 26 de junho de 2026, o vereador da Coligação + Covilhã (CDS-PP/IL), Eduardo Cavaco, manifestou preocupação com a ausência de resultados concretos na área da habitação, considerando que, passados mais de oito meses desde a tomada de posse do atual Executivo, continuam por concretizar os compromissos assumidos perante os covilhanenses.
Na sua intervenção, o vereador recordou que a habitação constitui uma das “maiores preocupações das famílias, dos jovens, dos estudantes e da classe média, numa cidade onde coexistem imóveis devolutos e degradados com uma crescente dificuldade de acesso à habitação a preços comportáveis”.
Eduardo Cavaco lembrou que, aquando da tomada de posse, foi anunciada “a criação de uma equipa multidisciplinar para elaborar um Plano Integrado de Habitação Acessível, que incluiria a identificação de património municipal para reabilitação, terrenos para novos projetos habitacionais, mecanismos de cooperação com promotores privados e cooperativas e um calendário de execução. Contudo, questionou que resultados foram alcançados até ao momento”.
O vereador alertou igualmente para o incumprimento da Lei de Bases da Habitação (Lei n.º 83/2019, de 3 de setembro), que determina, no artigo 23.º, a elaboração anual do Relatório Municipal da Habitação, documento que deve apresentar o balanço da execução da política local de habitação e a sua eventual revisão. Nesse contexto, apelou ao Executivo para que cumpra esta obrigação legal ainda durante o presente ano.
Na intervenção, foi ainda destacada a realidade específica da Covilhã enquanto cidade universitária, onde “a escassez de alojamento estudantil tem vindo a aumentar a pressão sobre o mercado privado de arrendamento, contribuindo para a subida dos preços e para a redução da oferta disponível para as famílias residentes”.
“Solicito a apresentação de um relatório detalhado sobre a execução das políticas municipais de habitação, identificando os imóveis abrangidos, os projetos em curso, os montantes executados, os prazos previstos e o número de habitações que efetivamente entrarão no mercado nos próximos anos”, disse.
"Oposição responsável significa exigir transparência, planeamento e execução. Os covilhanenses têm o direito de conhecer os resultados concretos das políticas municipais de habitação e não apenas anúncios ou intenções", referiu o eleito.