A Sé de Idanha-a-Velha acolhe, no dia 18 de setembro, o concerto “Naõ podem meus olhos vervos”, do ensemble Sete Lágrimas. O espetáculo será apresentado em estreia absoluta e corresponde ao segundo volume do Projeto Elvas, dedicado à integral do Cancioneiro de Elvas, manuscrito musical do século XVI.
O concerto integra a programação Fora do Lugar Fora de Tempo, que antecipa a 15.ª edição do Fora do Lugar – Festival Internacional de Músicas Antigas 2026, cuja abertura oficial está marcada para 20 de novembro.
A iniciativa conta com a parceria do Município de Idanha-a-Nova e é financiada pela Direção-Geral das Artes. O novo projeto Arte das Musas integra ainda as comemorações oficiais do 10.º aniversário de Idanha-a-Nova como Cidade Criativa da Música da UNESCO.
Com entrada livre, o concerto propõe uma viagem pelo Cancioneiro de Elvas, considerado um dos manuscritos musicais mais importantes da Renascença portuguesa. Trata-se de um dos quatro manuscritos sobreviventes deste período.
O projeto global do Sete Lágrimas prevê uma hexalogia, a editar até 2030, dedicada às 65 canções profanas conservadas no códice. O ensemble pretende ainda criar novas melodias para os poemas que ficaram sem música no documento original.
Fundado em 1999 por Filipe Faria e Sérgio Peixoto, o Sete Lágrimas é uma referência europeia na abordagem à Música Antiga, cruzando a música erudita europeia com tradições seculares, através de investigação e criatividade.
Com uma discografia de 20 títulos e concertos realizados por toda a Europa e Ásia, o grupo apresenta-se em Idanha-a-Velha com Filipe Faria, na voz, percussão e codireção artística, Sérgio Peixoto, na voz e codireção artística, Pedro Castro, nas flautas e baixão, e Tiago Matias, na vihuela.