A Kayzer Ballet, companhia de dança sediada na Covilhã, foi convidada por Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa, Dr. António José Seguro, para apresentar o seu trabalho no Palácio de Belém, em Lisboa.
No próximo dia 18 de setembro, a companhia covilhanense apresentará “SOSEEATI”, criação de Ricardo Runa, diretor artístico e coreógrafo da Kayzer Ballet, num momento de particular significado para a companhia e para a cultura portuguesa.
O convite representa não apenas o reconhecimento do percurso artístico da Kayzer Ballet, mas também um importante sinal de valorização do trabalho desenvolvido fora dos grandes centros urbanos e culturais do país.
Sediada na Covilhã, no coração da Beira Interior, a Kayzer Ballet tem construído, desde a sua fundação, um projeto artístico que procura demonstrar que a excelência na dança não depende da geografia. A companhia nasceu com a missão de criar oportunidades profissionais para jovens bailarinos e de levar ao interior do país uma programação artística de dimensão nacional e internacional, trabalhando com alguns dos mais reconhecidos criadores da dança contemporânea internacional.
A presença da Kayzer Ballet no Palácio de Belém assume, por isso, um significado especial: é o caminho do interior até ao centro da representação institucional do país, levando consigo o trabalho, o talento e a determinação de uma companhia que escolheu a Covilhã como casa.
“SOSEEATI” é uma criação de Ricardo Runa que explora o individualismo, a identidade e a relação do indivíduo com o coletivo. A obra reflete algumas das inquietações do nosso tempo através de uma linguagem física e contemporânea, dando corpo a uma criação que tem vindo a afirmar-se no percurso artístico da companhia.
Para Ricardo Runa, diretor artístico da Kayzer Ballet, este convite representa também uma oportunidade para reafirmar a importância da descentralização cultural:
“É um enorme orgulho aceitar o Convite de Sua Exª, O Presidente da República e levar a Kayzer Ballet ao Palácio de Belém. Mas, acima de tudo, é uma oportunidade para mostrar que é possível criar e desenvolver projetos de excelência a partir do interior. A Covilhã não é apenas o lugar onde trabalhamos, é parte da nossa identidade. Queremos que os nossos bailarinos possam construir aqui o seu percurso profissional e que o público possa ter acesso, também a partir do interior, a dança de elevada qualidade.”
A atuação no Palácio de Belém constitui assim mais um capítulo no percurso de uma companhia que tem vindo a afirmar a Covilhã e a Beira Interior como territórios de criação, formação e profissionalização artística.
A Kayzer Ballet acredita que a descentralização cultural não deve significar apenas levar espetáculos do litoral para o interior. Deve significar também permitir que o talento que nasce, trabalha e cria no interior possa chegar a todo o país.