A Câmara da Covilhã aprovou na última sexta-feira, 24 de julho, por unanimidade uma moção de repúdio e condenação dos atos de vandalismo e incitamento ao ódio que têm ocorrido na cidade, disse à agência Lusa o presidente da autarquia, Hélio Fazendeiro.
A moção condena todo o tipo de vandalismo e incitamento ao ódio. “Todos e quaisquer atos de vandalismo do espaço público, conspurcação de arte urbana, pichagens e manifestações de cariz racista, xenófobo e de incitamento ao ódio ou à violência, perpetrados na cidade da Covilhã e na sociedade em geral”, diz.
Algumas pinturas de Pedro leitão, murais da cidade e alguns equipamentos públicos foram alvo de vandalismo. No caso de Pedro Leitão, as pinturas retratam uma homenagem aos profissionais de saúde que estiveram na linha da frente na época do covid-19.
"Apesar de não serem uma preocupação grande no nosso município, este tipo de ato tem existido ultimamente e, portanto, era necessário que o executivo municipal afirmasse uma posição clara de que a Covilhã, com a história que tem, com a responsabilidade que tem, é um município comprometido com aquilo que é a promoção da tolerância, da solidariedade, da inclusão, da igualdade, da fraternidade, do respeito dos direitos humanos e não há espaço na nossa comunidade para esses discursos de incitamento ao ódio, do racismo, da violência", frisou o autarca.
O edil covilhanense, Hélio Fazendeiro, refere que para já a cidade não vai optar pela videovigilância. “A videovigilância para nós é um instrumento que está a ser analisado no âmbito do Conselho Municipal de Segurança e Proteção Civil, com as forças de segurança, para perceber onde e quando faz sentido. É um instrumento de vigilância coletiva que está perfeitamente tipificado na lei, que deve ser usado com parcimónia. Não excluímos essa solução, mas, felizmente, a Covilhã continua a ser uma cidade segura, com índices de criminalidade muito baixos, onde as pessoas estão seguras e podem andar a qualquer hora do dia ou da noite, em qualquer ponto do concelho, na rua”, afirma o autarca covilhanense.
A autarquia apresentou ainda uma queixa-crime às entidades competentes.