A deputada independente na Assembleia Municipal da Covilhã, Magna Lourenço afirma que a proposta apresentada por Eduardo Cavaco na última reunião privada do executivo foi apresentada por si em sede de Assembleia Municipal.
Em comunicado a deputada municipal diz que tomou conhecimento do tema pela comunicação social.
“Tomei hoje conhecimento, através da comunicação social, de que o Sr. Vereador Professor Eduardo Cavaco apresentou, em reunião de câmara, uma recomendação para a criação de um serviço de transporte de doentes. Venho, por este meio, prestar um esclarecimento sobre a origem desta proposta.
Esta recomendação foi da minha autoria, tendo sido enviada por mim para a reunião da Assembleia Municipal e integrada na ordem de trabalhos, no ponto 2.5.19”, diz em comunicado.
“No início dessa sessão, houve um diálogo entre mim e o líder da bancada do Partido Socialista, Dr. Pedro Bernardo, do qual resultou um entendimento: eu retiraria a recomendação da ordem de trabalhos, uma vez que, tal como estava redigida, não reuniria a aprovação do Partido Socialista que detém a maioria dos votos na Assembleia. Ficou também acordado que, por ambos considerarmos a medida importante, trabalharíamos em conjunto eu e o Partido Socialista para que a proposta pudesse vir a ser efetivamente executável”, frisa.
Magna Lourenço diz ainda que aceitou “esse entendimento e, perante todos os membros da Assembleia, retirei o ponto da ordem de trabalhos”.
“Optei por este caminho por considerar que o essencial é a população e a possibilidade de melhorar, de forma concreta, as condições dos doentes através de medidas exequíveis, em vez de apresentar propostas apenas para serem noticiadas, ainda que viessem a ser rejeitadas”, refere.
A eleita diz que “a recomendação surge agora apresentada pelo Sr. Vereador Professor Eduardo Cavaco como sendo da sua autoria”.
“Entendo que a atividade política beneficia quando é pautada pela ética, pelo bom senso, pela flexibilidade e pelo respeito por todos os membros da Assembleia. Congratulo-me por esta medida ser considerada viável e executável, que é, afinal, o objetivo que sempre norteou esta proposta. Deixo apenas o registo de que teria sido adequado ser informada de que a recomendação seria utilizada desta forma”, conclui o comunicado assinado por Magna Lourenço.