Espetáculos de novo circo e dança vertical lotaram o centro histórico da Covilhã, na 7.ª edição do Festival de Artes de Rua Portas do Sol, realizada nos dias 2, 3 e 4 de julho. A ASTA reafirma o potencial diferenciador da promoção de atividades enraizadas no património cultural, natural, arquitetónico e humano local.
O público respondeu mais uma vez em massa à programação proposta pela ASTA para a 7.ª edição do Festival de Artes de Rua Portas do Sol, realizada nos dias 2, 3 e 4 de julho. Os espetáculos de novo circo voltaram a lotar O Pelourinho, nas três noites do festival. O mesmo sucedeu com as performances que animaram a zona das Portas do Sol. A ASTA confirma a adesão encorajadora do público: “Servimos cultura indissociável da comunidade e do espaço em que é apresentada. Servimos genuinidade, escalamos o orgulho local e potenciamos a vontade de permanecer, de descobrir mais e de fazer mais pelo centro histórico da Covilhã”.
Rui Pires, responsável pela programação do festival, que incluiu nesta edição 45 atividades (dança vertical, circo contemporâneo, concertos, dança, instalações artísticas, workshops, exposições, visitas guiadas, ofertas de livros….), que não só os espetáculos conquistaram o público: “A Feira de Artes, no Miradouro das Portas do Sol, foi um sucesso, de acordo com os artesãos participantes e o feedback dos restaurantes e bares que serviram petiscos e bebidas no Largo Dr. Valério de Morais também foi muito positivo.”
O Festival Portas do Sol afirma-se como um dos mais relevantes eventos de artes de rua do território, assumindo-se como um polo crucial de encontro entre diferentes linguagens artísticas, a comunidade local e o espaço público, bem como um argumento que contraria a sazonalidade do turismo da região.
Com uma programação ambiciosa e inteiramente gratuita, o festival voltará em 2027, mas em moldes diferentes, se não houver um reconhecimento claro, traduzido num apoio financeiro justo, ao festival, por parte do município da Covilhã, refere Rui Pires: “Felizmente podemos já assegurar que o Portas do Sol volta para a 8ª edição em 2027, nos dias 1, 2 e 3 de julho, pois temos uma parte do financiamento assegurada pela Direção Geral das Artes, contudo os moldes do festival do próximo ano ainda estão em aberto.”
Em 7 edições do festival, a Câmara Municipal da Covilhã, apenas nas duas últimas edições atribuiu um apoio de 25 mil euros ao festival, o que é manifestamente reduzido e desajustado da realidade e o orçamento do festival tem rondado os 90 mil euros.