Ao longo dos 11 dias de programação milhares de pessoas visitaram a Covilhã e fizeram parte dos 15 anos do WOOL
O WOOL | Covilhã Arte Urbana voltou a ocupar o espaço público da cidade e o resultado não poderia ter sido mais positivo para a Covilhã: milhares de visitantes, novos murais, novas instalações artísticas, dezenas de atividades de criação e usufruto cultural e o mais determinante: a certeza da possibilidade de construção de uma comunidade mais participativa e coesa através da Arte e da Cultura.
Depois da intensa atividade artística que decorreu ao longo de 11 dias, a Covilhã dá a conhecer as intervenções que resultam desta edição: os murais de Ben Johnston (ZA), Ruído (PT), Tellas (IT) e dos Nasarimba (CA); as instalações de Addam Yekutieli (EUA) e Octavi Serra (ES) e os painéis de azulejo de Mariana, a miserável (PT). Além disto, o mega resultado da ação artística comunitária “A Nossa Casa”.
Nos MURAIS, destaca-se a grande dimensão da obra de Ben Johnston, que convoca a um (re)começo e a uma renovação, numa mensagem de esperança que remete para um verso do fado "Covilhã, Cidade Neve", de Amália Rodrigues, o primeiro mural do WOOL na zona nova da Covilhã. Destaca-se também a obra do coletivo Ruído, um mural evocativo dos 100 anos do Orfeão da Covilhã, instituição de relevo ao longo de um século neste território; um mural no coração da cidade, na praça principal da Covilhã, da autoria de Tellas; e o mural do coletivo canadiano Nasarimba, inserido no âmbito de uma tour europeia do programa Calgary Arts Development (Canadá), com paragens em Berlim, Milão e Covilhã.
Desta edição do WOOL, teremos ainda os melhores estilhaços na próxima edição, oriundos do jovem e talentoso escritor Bernardo Fortuna, que esteve estes dias todos em residência literária no festival, acompanhando e interiorizando tudo o que acontecia. O resultado ainda não o sabemos. Aguardamos expectantes pelos próximos meses.
O WOOL 2026 despede-se da sua 13.ª edição e da celebração dos seus 15 anos com visitas de pessoas oriundas de várias partes do país e até do estrangeiro. Uma autêntica celebração da comunidade covilhanense que durante estes 11 dias cresceu para acolher indivíduos de dentro e fora da região, todos imbuídos pela vontade comunitária de criar e usufruir de arte.
Apesar do corte significativo no financiamento, anunciado no início de maio, que obrigou a um reajuste na programação, o WOOL | Covilhã Arte Urbana ergueu-se (com a resiliência de sempre) para uma edição de celebração que juntou, nas suas várias frentes, um número elevadíssimo e diverso de pessoas. Prova disso foi o envolvimento comunitário na construção coletiva do festival e o número recorde de entidades parceiras: 65.
A chegar ao fim esta edição de celebração dos 15 anos de atuação, confirma-se que a maior conquista do WOOL nunca foi medida pelo número de murais que produz, mas sim pelas relações que constrói pacientemente entre artistas e residentes, visitantes e locais, e pessoas que, mesmo que apenas por alguns dias, passam a fazer parte da mesma comunidade.