Na passada semana ocorreu um terceiro atropelamento mortal na Alameda da Europa, neste caso, e mais uma vez por um transeunte passar fora da passadeira, numa zona com pouca visibilidade e onde passavam dezenas de automóveis, pelas 17:45 horas.
Mas este atropelamento trouxe à «tona» a segurança naquela via e a necessidade de “haver mais literacia rodoviária”.
O Jornal Fórum falou com alguns moradores na zona da Alameda da Europa e nas zonas limítrofes e quase todos relatam excesso de velocidade e a falta de respeito pelos sinais de trânsito, tanto pelos automobilistas, como dos peões.
Maria da Conceição mora naquela Alameda há mais de dez anos e afirma que ali se praticam “velocidades muito altas”. “Não foi o caso do último atropelamento que houve, mas há aqui velocidades elevadíssimas, não nos sentimos seguros, já houve aqui vários acidentes e três mortes”, diz.
Um outro morador que não se quis identificar e que mora no centro da Avenida diz serem necessários “controladores de velocidade”. “Ou lombas, ou redutores de velocidade e uma passadeira junto à paragem do autocarro próxima à Clínica da Luz, pois saem dali muitas pessoas que passam no meio da estrada, houve uma época que havia redes nas sebes no separador central, mas não sei como desapareceram. Algo tem de ser feito para evitar que as pessoas passem no separador central e que os carros andem a velocidades elevadas, isto não é uma autoestrada, é uma zona habitacional, onde anda muita gente, crianças e idosos”, realça.
O mesmo morador queixa-se ainda de no verão “fazerem aqui corridas noturnas na Avenida a altas velocidades”. “Não há redutores de velocidade, nem lombas e fazem aqui corridas, já tive de chamar a polícia duas ou três vezes, é um perigo e não deixam descansar ninguém. Esta é uma Avenida muito perigosa há medidas que têm de ser tomadas”, afirma.
Também Victor Oliveira, fala na necessidade de colocar naquela zona lombas para que haja menos acidentes e dá exemplos: “Em algumas cidades (como o caso de Tomar junto ao Instituto Politécnico e área comercial, onde a sinistralidade passou quase para zero) do nosso país e no estrangeiro, França e Espanha do qual verifiquei no lugar fizeram a opção da colocação de Lombas Redutoras de Velocidade (LRV). As LRV, são aplicadas com a finalidade para a acalmia do trânsito, isto é, a induzir os condutores a praticarem em certas zonas críticas uma velocidade moderada ou reduzida (por ex. junto áreas escolares, locais de saúde coma atravessamento de faixas de rodagem por pessoas idosas ou de mobilidade reduzida, áreas com grande concentração populacional), sei que é uma política difícil de concretizar já que há vários pensamentos a favor e contra, frisa. No entanto Victor Oliveira refere quer “os peões têm de ter cuidado ao atravessar e não o fazer onde não há passadeiras”.
O tema foi discutido no último programa «A Hora da Verdade», onde se apresentaram algumas propostas para aquela Avenida. Jorge Pombo, Luís Fiadeiro e Paulo Rosa, apelam à consciência de condutores e peões e fazem algumas propostas para tentar evitar mais acidentes. “Por exemplo altear as passadeiras, há cidades onde as passadeiras são mais altas e servem de lombas, devem também estar bem pintadas e sinalizadas. Tratar talvez de uma rede, que já lá esteve no separador central para evitar que as pessoas ali passem e haver mais fiscalização por parte da PSP, tudo isto seria importante”, dizem os comentadores.
Na passada semana faleceu uma octogenária, no dia seguinte a ser atropelada, quando passava fora da passadeira a meio da Avenida. O acontecimento trouxe novamente a debate a segurança rodoviária naquele local.