A Sonae abriu as candidaturas à 4.ª edição do Prémio Sonae Educação, no valor de 150 mil euros, a que se podem candidatar escolas públicas e privadas e outras entidades com ou sem fins lucrativos do distrito de Castelo Branco. De acordo com dados oficiais do IGEFE – Instituto de Gestão Financeira da Educação, a região conta com 205 escolas, das quais 153 são públicas e 52 são privadas, que representam no seu conjunto 2,4% da rede escolar nacional
A principal novidade desta edição é a criação da Categoria Escolas Públicas, com o objetivo de reconhecer e valorizar o seu papel na promoção da igualdade de oportunidades. O prazo para submissão de candidaturas ao maior prémio de Educação em Portugal termina a 30 de abril.
Com esta quarta edição, o Prémio Sonae Educação ultrapassa a marca de meio milhão de euros atribuídos desde a sua criação, em 2023. No total, são 550 mil euros investidos em iniciativas com impacto na Educação, em todas as fases do ciclo de aprendizagem. Nas três edições anteriores, o Prémio Sonae Educação recebeu mais de 1200 candidaturas, mostrando a sua relevância e pertinência para o País.
Miguel Mota Freitas, Chief Representative for Culture & Education da Sonae e Presidente do Júri desta edição, afirma: “Desde a primeira edição, o Prémio Sonae Educação apoia projetos que estão a transformar o acesso ao conhecimento e a preparar melhor as novas gerações para os desafios do futuro. A criação de uma categoria exclusiva para projetos de escolas públicas reforça o nosso compromisso com uma educação mais equitativa e próxima das comunidades. Queremos reconhecer e premiar quem, todos os dias, constrói impacto real na comunidade, derrubando barreiras, corrigindo assimetrias e potenciando talento”.
No dia 25 de março realiza-se um webinar de esclarecimento de dúvidas sobre o processo de candidatura, dirigido a todas as entidades elegíveis. Cada entidade pode submeter vários projetos que promovam abordagens educativas inovadoras e que contribuam, através da educação, qualificação ou requalificação, para uma sociedade mais inclusiva. As propostas devem visar a mitigação da exclusão, a promoção do sucesso escolar e a capacitação ao longo da vida. Os finalistas serão apurados entre maio e junho, sendo posteriormente avaliados pelo júri. A entrega de prémios terá lugar em setembro.
Além do prémio monetário, cada projeto vencedor passa a integrar o ecossistema Sonae, beneficiando de acompanhamento especializado, mentoria e apoio na implementação e monitorização da avaliação de impacto das iniciativas.
Na última edição, o Prémio distinguiu quatro projetos e, pela primeira vez, reconheceu uma escola pública entre os vencedores: o Agrupamento de Escolas Gil Vicente, de Lisboa. Foram ainda premiados o CADIn – Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil, a Skoola – Associação Música Skoola Artes e Cultura Urbana e a Associação Topsail.
A Educação e a formação foram sempre uma prioridade de Belmiro de Azevedo, que promoveu o investimento nas pessoas, por considerar que o seu próprio percurso só foi possível devido às oportunidades que teve para desenvolver o seu potencial através dos estudos. Esta sua dedicação extravasou as fronteiras da Sonae, tendo conduzido à dedicação da Fundação Belmiro de Azevedo à Educação como uma das suas áreas prioritárias, à criação de um grupo de reflexão sobre Educação - o think thank EDULOG -, ao surgimento do Colégio Efanor, que é hoje líder no ranking das escolas em Portugal, e a uma política de responsabilidade social corporativa que tem na Educação um dos seus principais eixos de investimento e atuação.