Fundadores: Vitor Aleixo e Ricardo Tavares
Diretor: Vitor Aleixo
Chefe Redação: Ricardo Tavares
Ano: IX
Nº: 422

Rotas Beirãs: Casa das Muralhas, a identidade que fica até aos dias de hoje Voltar

Já no alto da cidade da Covilhã, perto do seu centro histórico e da zona que ainda hoje é o coração da cidade, ergue-se há centenas de anos a Casa das Muralhas, nem sempre com este nome, mas sempre com esta identidade.

Este edifício foi mandado edificar em meados do século XIX, albergando na altura a família do segundo presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Alberto Rato, sendo que assim se manteve até ser adquirida pela conhecida família Santos Pinto, passando de herdeiros para herdeiros até aos anos 60, em que acabou por mudar de propriedade passando anos depois a ser o Externato 25 de Abril até aos anos 80. Nesta altura a Associação Cava Juliana cria no edifício a sua sede e o museu Eduardo Malta. Para lá se mudou também o Clube nacional de Montanhismo mas acabou por sair, sendo aí que o edifício entrou em declínio. Já neste século, o Instituto Maria da Conceição Saraiva adquiriu o imóvel para o recuperar, mas acabou por não o fazer, estando ao abandono por 15 anos até que a Rogado & Rendeiro, Lda. O comprou, criando-se então a Casa das Muralhas, a operar há cerca de ano e meio.

Atualmente, a Casa das Muralhas, enquanto turismo de habitação, possui 9 quartos duplos e privativos, um bistro bar onde serve também refeições (agora até para fora enquanto estiver fechado por motivos de força maior), snackbar no pátio, piscina e jardim. Muita da identidade do edifício e da história mantém-se já que os quartos continuam a ter as suas paredes em granito e os tetos altos, dando-lhe um toque moderno, mas nunca esquecendo aquele seu lado de séculos de história que tanto importa preservar e que tantos turistas traz a conhecer e pernoitar.

A vista, também ela, é incrível, com a Serra da Estrela como pano de fundo, numa paz altiva e serena, que faz com que todos aqui queiram voltar mais vezes. É bom saber que a Covilhã sabe receber e tem quem saiba receber. E quando tudo isto passar, a Covilhã será sempre um ótimo lugar a vir e a voltar.

 

 

- 08 abr, 2020
- Fernando Gil Teixeira