Diretor: Vitor Aleixo
Chefe Redação: Ricardo Tavares
Ano: XI
Nº: 527

Um Lugar na Beira: Museu da Guarda e a envolvência no centro histórico Voltar

O Museu da Guarda remonta para uma história muito antiga, que vale a pena conhecer, com as aspirações da cidade à criação de um museu que nos levam aos finais do século XIX. Foi em 1910 que foi criada uma comissão destinada à constituição de uma unidade museológica que compilasse não só as vertentes arqueológicas como artísticas.

Instalado no complexo arquitetónico, formado pelo antigo Paço Episcopal e o antigo Seminário da Guarda, o complexo começou a ser construído no início do século XVII. Sabe-se também que a edificação do seminário diocesano se iniciou em 1601 pelo bispo Nuno de Noronha, e funcionou enquanto tal até à revolução republicana de 1910. É de cronologias como estas que se pode ficar a conhecer o passado da Cidade dos 5 F’s: Forte, Farta, Frita, Fiel e Formosa.

De localização privilegiada, em pleno coração da cidade da Guarda, trata-se de um edifício emblemático, com forte identidade simbólica na ordenação da envolvente urbana, assumindo relevância numa vasta área comercial, cultural e de lazer.

Para além das exposições temporárias, o Museu da Guarda tem a oferecer aos visitantes de forma permanente uma exposição de acervo constituído por coleções de arqueologia, numismática, escultura sacra dos séculos XIII a XVIII e Pintura Sacra dos séculos XVI a XVIII. O discurso expositivo assenta em critérios sequenciais e cronológicos, compartimentada em quatro secções: Arqueologia Pré-histórica; Arqueologia Proto-histórica e Romana; Arqueologia Medieval e pós-medieval. O museu da Guarda destaca ainda a “arte sacra e a arqueologia” presente neste espaço, assim como as “pinturas dos primórdios do século XX”.

Com um preço normal de 2 euros, este espaço é ótimo espaço para visitantes de todas as idades, para além de puder também explorar o centro histórico da cidade.

- 25 out, 2021