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Ano: x
Nº: 487

“Estou preocupado com o rumo que o município está a tomar" Voltar

Rui Amaro Alves encabeça a candidatura do Movimento de Cidadãos Castelo Branco Merece Mais à Câmara Municipal de Castelo Branco e falou ao nosso jornal dos objetivos e dos motivos que o levaram a avançar

 

Por que se candidata à Câmara Municipal de Castelo Branco?

Candidato-me por estar preocupado, como muitos outros albicastrenses, com o rumo que o município está a tomar, designadamente a manifesta falta de atratividade e a forma como a autarquia tem gerido o desenvolvimento do concelho nos últimos anos que teve como consequência a perda, continua e progressiva, e de forma mais acentuada na última década, do estatuto de liderança e de motor do desenvolvimento da região. Não posso ficar indiferente. Não me resigno e não posso baixar os braços e por isso aceitei este desafio. Ao fim de mais de 20 anos a estudar, investigar e a escrever sobre este concelho e esta cidade; a comentar o seu modelo e a sua trajetória de desenvolvimento; a dar ideias, conselhos e opiniões; a fazer sugestões, a criticar construtivamente; a enaltecer os bons projetos e decisões e a alertar para os perigos e desorientações de muitas opções, chegou a altura de fazer parte da solução. É quase uma obrigação, um dever, uma missão a que não podia virar as costas. Castelo Branco precisa de uma nova dinâmica, mais pujante e inovadora e que mobilize os recursos existentes para um novo ciclo de desenvolvimento que garanta mais competitividade, mais inclusão e mais focado no que é mesmo importante: as pessoas.

Quais os pilares da candidatura?

As nossas propostas assentam em 7 pilares: as pessoas e as questões sociais; a competitividade territorial; o cluster do turismo/recreio e lazer (temos de mobilizar todos os recursos turísticos e potenciar os valores naturais que o concelho tem e dispõe e em articulação com os concelhos da região, criar novas dinâmicas de desenvolvimento onde Castelo Branco terá de ser o líder turístico da região); a sustentabilidade, o ambiente e as alterações climáticas (onde os recursos hídricos e a água assumem papel central, em conjunto com a floresta, como atividade económica, mas também a sua preservação e a prevenção e combate aos incêndios); a aposta na cultura e na criatividade (por um lado, desenvolver em Castelo Branco, uma “Escola de Artes e Cultura”, juntar tradições à inovação e à criatividade, em conjunto com a ESART, o Conservatório Regional, o Museu dos Bordados e outras instituições e empresas); o urbanismo sustentável (queremos reforçar a centralidade do centro da cidade de forma que a regeneração do seu centro histórico seja uma realidade); e um pilar transversal, que diz respeito às cidades inteligentes (smart cities) e à digitalização da cidade e à eficiência na autarquia, nas empresas e outras instituições, mas também no exercício da cidadania e no acesso aos serviços públicos.

Como analisa os últimos quatro anos do concelho?

Nem tudo é negativo. Houve obras e projetos cujo mérito deve ser reconhecido. Mas, no geral, entre o que devia ser feito, aquilo que era possível fazer e o que foi efetivamente feito, há uma grande diferença pela negativa. Entrámos num estado anémico do desenvolvimento do concelho e da região polarizada diretamente pela cidade de Castelo Branco. A marcar passo e em algumas situações até regredimos. A câmara municipal entrou e circulou demasiadas vezes em contramão no caminho e no sentido do desenvolvimento e da sustentabilidade. O que não é aceitável. Tivemos cada vez mais dinheiro no orçamento municipal e nos fundos comunitários, mas tivemos sempre cada vez menos população.

- 14 jul, 2021
- Fernando Gil Teixeira