Fundadores: Vitor Aleixo e Ricardo Tavares
Diretor: Vitor Aleixo
Chefe Redação: Ricardo Tavares
Ano: x
Nº: 493

Um ato eleitoral com diversas leituras Voltar

O dia 26 de setembro trouxe-nos mais um ato eleitoral autárquico e como em todas as eleições existem ilações e lições a tirar.

Na Covilhã Vítor Pereira venceu, e lendo bem os resultados com uma larga maioria, aliás o edil covilhanense teve mais de quatro mil votos do que a Coligação «Juntos Fazemos Melhor», venceu 15 Juntas de Freguesia e conseguiu 11 mandados para a Assembleia Municipal, tantos como todos os outros partidos juntos. Esta é a verdade. Ou seja, a população confiou-lhe o terceiro mandato consecutivo e a segunda maioria absoluta. E quer se queira ou não, custe ler ou não neste ato eleitoral a oposição não teve força, poucas propostas, questões pertinentes não existiram, e nas poucas oportunidades que tiveram não conseguiram fazer com que Vítor Pereira explicasse algumas situações do seu último mandato.

Há uma coisa que aprendi em Democracia, o povo não gosta de «queixinhas», gosta de propostas, medidas concretas e uma oposição verdadeira e construtiva. Mais que criticar o que os outros fizeram há que apresentar alternativas, e nas candidaturas da nossa região (que nós mais acompanhamos) faltou isso. Contundência.

A segunda lição a tirar vem de Castelo Branco, onde o PS teve uma demonstração de força, derrotando um presidente que tinha sido já eleito duas vezes. A margem foi curta, mas aqui o que interessava era vencer. Fosse quem fosse. Mas também veio a lição de que o PS porventura tinha alguma razão, e o povo assim também entendeu.

Depois temos aquela que para mim foi a maior lição na região, a vitória de Flávio Massano em Manteigas. O triunfo de um jovem independente de 31 anos, e em que o povo quis dar uma oportunidade à modernização na política e dizer que já basta mais do mesmo. Ideias velhas e sempre os mesmos a candidatarem-se. Mostrou ainda que a nível nacional cada vez mais independentes estão a vencer autarquias e que algo está a mudar.

A política já não é o que era, os partidos perdem força, e os movimentos cívicos estão a afirmar-se cada vez mais. O que nos espera daqui a quatro anos? Logo saberemos…

- 29 set, 2021